quarta-feira, 27/maio/2015 às 10:30am

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Imagem de Amostra do You Tube

Dream pop. Witch pop. Etéreo e potente. Assim é o som de Barbara Ohana, que lança seu EP, “Dreamers”, na sexta (29.05), na Casa do Mancha. Recomendo.

 

Radicada em São Paulo, a cantora e compositora carioca deu seus primeiros passos na música no Coral das Meninas Cantoras de Petrópolis, cantando em latim, francês e português.

 

Na adolescência, Bárbara passou um período nos arredores de New Orleans, Louisiana, onde começou a desenvolver o trabalho de composição, com letras em inglês. Ela já foi backing vocal de Gilberto Gil, gravando em álbuns e singles do cantor, e agora está lançando seu trabalho solo.

 

O EP tem direção artística da própria cantora e conta com produções de Adriano Cintra , produtor das faixas “Like a Minute” e “Lost Cause”, participação do baterista Jean Dolabella, na faixa “Karaoke Track”; de Apollo 9, que assina a produção das faixas “Dreamers”, “Golden Hours” e “Desert Island”; e Glenn Kotche, baterista do Wilco, que gravou a bateria de “Desert Island”.

 

O trabalho já bomba na web desde o lançamento do clipe do primeiro single, “Golden Hours”, em setembro de 2014, dirigido por Daniel Rezende.

 

“O videoclipe tem participações de Sophia Reis e dos atores Rafael Lozanno (‘Sessão de Terapia’) e Nataly Galleazzo (‘Bollywood Dream’) e utiliza recurso de três câmeras que exibem três desfechos diferentes para a história de um casal, dirigido por Bárbara no clipe”, conta Daniel.

 

“Justamente por causa do meu background de edição, queria um vídeo que quem estivesse vendo terminasse a montagem. Por isso houve um trabalho muito grande na concepção do roteiro, maneira de filmagem e edição, para direcionar o olhar, mas permitir que quem monte o filme seja o espectador”, continua o diretor. “Quis fazer um vídeo que desse vontade de assistir uma segunda ou terceira vez, para ver cada detalhe”.

 

LEIA ENTREVISHHHTA COM BARBARA OHANA

 

SHHH – O que inspira o ambiente etéreo e witch pop do seu trabalho?

BARBARA OHANA – Os sonhos, devaneios, confusões emocionais. Gosto do que é visceral e lúdico. O pop vem do meu amor pelo pop, rsrsrs. Amo a liberdade da cultura pop, como ela comunica, e como ela tem facilidade de entrar no meu inconsciente e no das outras pessoas. Adoro refrões fáceis que a gente canta junto. Frases que sintetizam, riffs que te lembram uma época da sua vida. O pop é isso pra mim. União de forças.

 

 

 

SHHH – O amor soa como o fio condutor das suas tracks. Como é esse amor que te guia?

BO – O amor guia todas as minhas atitudes. Todas as minhas decisões. Muitas vezes não o amor que uma pessoa sente por outra. Mas o amor pelo futuro. O amor por uma borboleta. Quando não me sinto amando é porque não estou sendo sincera o suficiente. Então paro e espero.

 

 

 

SHHH – Suas letras são recheadas de imagens. Você pensa em cenários e/ou cenas enquanto está compondo, escrevendo, cantando?

BO – Penso muito em cenas. Ações. Sonhos. Miragens. Memórias. Gosto de sobrepor muitas cenas. Coisas que poderiam ter acontecido, com acontecimentos, com algo improvável, com a rotina. Um assunto que tem me chamado atenção é a virtualidade, exatamente pela proposta ampla que ela tem. Pela praticidade tão pouco prática das relações em rede. Que chega perto do raciocínio e do sonho, lugares onde eu gosto de morar… :)

 

 

 

SHHH – Que cenários são esses? Urbanos? Naturais?

BO – Cenários misturados, lugares sobrepostos. Memórias não muito claras. Sonhos. Sou muito conectada com a natureza, e vivo no lugar mais urbano do país. Mas o urbano para mim é a natureza, em outra dimensão. As luzes são o fogo. A chuva é o mar. O guindaste é a montanha. Pelo menos é assim que eu me sinto. E escrevo sobre todas essas misturas e fragmentos de lembrança.

 

 

SHHH – Como é seu processo criativo? O que vem primeiro, a letra ou a base?

BO – Normalmente, uma frase e uma melodia. E em seguida trabalho sobre ambas.

 

 

 

SHHH – Como será o seu show na Casa do Mancha? Quem toca? Algum efeito especial?

BO – Meu show no mancha tem eu e 3 integrantes: o pianista Marcelo Miranda, o Baixista Gabriel Mielnik e o Baterista Pedro Hernandes. O show é a primeira entrega ao vivo de um trabalho que principalmente eu e Gaba viemos desenvolvendo ao longo de dois anos, compondo e gravando o EP. Quero muito dividir com todo mundo que puder ir esse momento feliz, o começo de uma entrega que sonhei muito em fazer.

 

 

 

COMPLETE AS FRASES

 

Eu faço silêncio se… Estou feliz.

 

No último minuto, eu… Faço tudo de novo.

 

Sempre sonho com… Ilhas desertas.

 

Me sinto no deserto quando… Escuto uma música bonita.

 

A noite traz um… Sentimento de companhia.

 

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Barbara Ohana @ Casa do Mancha

Quando: 29 de maio, sexta-feira
Horário abertura da casa: 19h
Horário show: 21h
Ingresso: R$ 20,00
Capacidade: 100 pessoas
Obs: pagamento apenas em dinheiro e débito
Endereço: Rua Filipe de Alcaçova, s/n – Vila Madalena

 

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