NovĂssimo talento do folk made in Brasil, Odorico Leal Ă© o cara por trás do projeto The Amazing Broken Man. Movimentando sua carreira musical no Myspace, foi descoberto pelo produtor musical Kyle Lynd, do seriado inglĂŞs “Skins”.
Natural de Picos, no PiauĂ, ele tem 27 anos, mora em SP sĂł há dois meses, onde prepara projeto para doutorado em Teoria da Literatura, na USP. “O fato de morar em SP me afeta e, conseqĂĽentemente, afeta qualquer coisa que eu faça artisticamente”, diz.
Saiba mais sobre The Amazing Broken Man aqui.
SHHH – Como a literatura encontra a mĂşsica em seu trabalho?
ODORICO LEAL - Indiretamente. Poesia tira as teias de aranha das palavras e também da sua mente. Isso inspira.
SHHH – Quando e como começou a compor?
OL - Desde pivete, aprendendo a tocar violĂŁo.
SHHH – Como define seu som?
OL - O meu som enquanto The Amazing Broken Man é bastante simples: são canções compostas ao violão de nylon, gravadas ao violão de aço, em que eventualmente alguns arranjos etéreos podem comparecer.
SHHH – E no seu projeto paralelo?
OL - Tenho uma banda com os mĂşsicos e compositores Gustavo Vidal e Ciro Figuereido, meus amigos de Fortaleza, que tem sonoridade diferente. É mais voltada para guitarras e tambĂ©m para a parte ritmĂca, com uma sonoridade mais contemporânea. Mas sem deixar de lado o aspecto da canção, da melodia e da letra. Estamos gravando um disco, que vai se chamar “Postmodern Bullshit”.
SHHH – A banda já tem nome?
OL – NĂŁo decidimos ainda o nome da banda. TaĂ um troço difĂcil. Temporariamente Ă© October Leaves.
SHHH – Com quem tem vontade de trabalhar musicalmente?
OL - Às vezes eu penso que seria massa ter um produtor muito bom, que gostasse mesmo de música e sacasse de engenharia de som, que conseguisse todos os efeitos que passassem pela nossa cabeça.
SHHH – O que vem antes: a letra ou a melodia?
OL – Geralmente, a melodia. Sorte Ă© quando já vem um trecho de melodia e letra ao mesmo tempo.
SHHH -Â Pode falar sobre o tema de seu projeto de mestrado?
OL – ConcluĂ o Mestrado no começo deste ano. Era sobre impessoalidade na poesia moderna. Em termos de histĂłria do rock (hehe), Ă© como se eu estivesse estudando como, depois do Kurt Cobain e do Billy Corgan, duas personalidades artĂsticas (nĂŁo-ingenuamente) românticas, a lĂrica do rock teve de se tornar bem menos direta, menos pessoal, e mais impessoal e obscura, por uma questĂŁo de eficácia, como no caso do Tom Yorke. Na dissertação, eu trato de poetas como Wordsworth, Keats, Baudelaire, Rimbaud, Stevens, mas, principalmente, Pessoa e T.S.Eliot.
SHHH – Algum show marcado?
OL – Nenhum marcado. Como estamos envolvidos com o disco, nĂŁo estamos indo atrás de show. Mas se aparecer um convite interessante, o contato Ă©: odoricoleal@gmail.com.
SHHH – Quem faz parte do seu time criativo?
OL - O Gustavo Vidal, que Ă© compositor e toca guitarra e canta na banda, e o Ciro Figueiredo, que Ă© o baterista-baixista.
Fala mais Odorico:
Sob o sol… Na Sabiaguaba.
No frio… Em SĂŁo Paulo.
Canto para… Que as formigas me joguem um cobertor no inverno.
Fico calado se… As formigas já estiverem de saco cheio.
Ouço sempre… Scott Walker e Tom Jobim. E Smashing Pumpkins!
comente up
trilha perfeita para um sábado perfeito. Com açucar, brisa aroma e afeto.
E nĂŁo Ă© que eu q tava depre me animei? Sua musicoterapiarte e DVNE!
Mágico! Vou na expo! ;D
enjoying today’s uploads…
Goshhhhhhtei muito
Jackson, vocĂŞ Ă© sensacional. Tks for sharing it all!
Olá Jackson, là sua entrevista no Ser Sustentável com Estilo, e vim parar aqui, curioso para saber mais sobre blog shhh.fm. Demais o espaço, parabéns²
Alexandre Heberte.
curti muito essas mĂşsicas showw
sensacional, obrigada pelo tempo dedicado aqui! bj
num é que eu gostei demais! já ouvi várias vezes.
adorei!