domingo, 26/jun/2011 às 12:13pm

Em duas horas e meia, a experiência sonora Terruá Pará promoveu um passeio pelos ritmos amazônicos produzidos no Estado. Ponto para as ações governamentais que buscam uma imagem mais positiva e menos de faroeste caboclo para sua história. Chegou a hora e a vez do Pará.

Durante o show, impossível não lembrar a morte dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher Maria do Espírito Santo, em uma estrada no leste do Pará. Não que houvesse ali algum discurso explícito sobre a problemática e violenta situação em que se encontram as lideranças comunitárias e o movimento camponês que já contabilizam no Estado 800 assassinatos no campo.

Mas o espetáculo inspira o desejo de que essa mensagem musical sirva de farol para uma nova política cultural de conscientização social por meio da arte, levando aos lugares mais distantes a importância dos processos colaborativos para a transformação de uma “terra de ninguém” em território de paz.

Depois de um longínquo e promissor Ciclo da Borracha, suas riquezas, transformações culturais e sociais, Belém – a Paris n’América, como foi chamada durante aqueles tempos áureos – agora é o epicentro de uma nova revolução cultural.

Dessa vez, o produto é a diversidade musical, traduzindo com vigor toda a tropicalidade, criatividade, sensualidade dos filhos da floresta e sua atemporalidade, em narrativas tradicionais e/ou urbanas.

E sob a batuta do maestro Luiz Pardal, ressoam as cordas mágicas de Sebastião Tapajós; a poesia de Paulo André Barata; o tacacá caliente de Dona Onete; a inteligência visionária de Pio Lobato; o suingue erótico de Mestre Solano; a mescla sonora de Manoel e Felipe Cordeiro; a força feminina do Charme do Choro; a leveza de Lia Sophia e Luê Soares; a energia da Gang do Eletro, do DJ Waldo Squash e de Gaby Amarantos.

Sendo, sobretudo, a paixão que move a Orquestra Juvenil de Violoncelistas da Amazônia, a responsável pelo resumo dessa ópera popular, que, diferentemente dos delírios de um Fitzcarraldo – o “Conquistador do Inútil” –, começa a erguer na floresta o sonho possível de um novo palco tropical para o Brasil.

Depois do show, lá fora do Teatro Ibirapuera, o Conjunto de Carimbó Uirapuru se despedia do público com magia ritual, batendo tambores e ecoando na bruma que cobria o parque a mensagem final: “Embarca, morena, embarca / molha o pé mas não molha a meia / viemos de nossa terra / fazer barulho na terra alheia”.

Um convite para que muitos outros Terruás nos tragam os sons e os temperos do Pará. Só faltou a comida, ali em barraquinhas de desgustação ao redor do teatro.

E como bem disse Gaby Amarantos, basta segurar na mão a saia imaginária e sair por aí dançando o carimbó. É gostoso.

Shhh… Foi assim.

  • 01. Orquestra Juvenil da Violoncelistas da Amazônia
  • 02. Meu Louco Desejo – Dona Onete
  • 03. Ai Menina – Lia Sophia
  • 04. O Carimbó De Nossa Terra – Conjunto Uirapuru
  • 05. Fanzine Kitsch – Felipe Cordeiro
  • 06. Eletrocumbia – Gang Do Eletro
  • 07. Americana – Solano & Banda
  • 08. Cultura do Pará – Pio Lobato

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26/06/2011 às 14:36
26/06/2011 às 15:01
26/06/2011 às 15:59
26/06/2011 às 16:06
Lua
26/06/2011 às 17:42
27/06/2011 às 6:57
27/06/2011 às 11:34
28/06/2011 às 8:33
28/06/2011 às 11:59
28/06/2011 às 16:45
Seta

A hora e a vez do Pará! Chegou gostoso!

Seta

affe, traduziu em lindas palavras o turbilhão de emoções de ontem! foi lindo! A música do Pará é magia pura! <3

Seta

isso e muito mais vc só vai encontrar no Pará! amey o post, me senti lá!

Seta

náo da pra ficar parado…musica q remexe…mexe… é gostoso demais….alegria…vivacidade…musica popular brasileira…

Seta

Emocionante! Texto lindo, gato!

Seta

Tudo de Bom!!
Demais!!

Seta

mergulhei de cabeça no Pará! e vou ficar rodando a saia :D muito bom!

Seta

demais os violoncelistas da Amazonia!

Seta

que texto incrível, jax! quando digo que vc me inshhhpira…

Seta

é isso aí paraense tem tucupi na veia!!!!

segunda-feira, 27/jul/2009 às 01:13pm

Para o “Loft do Jovem Colecionador de Arte”, espaço assinado por Marcelo Rosenbaum, na Casa Cor Peru 2009, criei uma trilha sonora especial que busca traduzir todo o espírito miscigenado das sonoridades brasileiras.

Cuíca, sanfona, pianos, tambores e sintetizadores se mesclam em maxixe, forró, cantoria, marchinha, frevo, candomblé, maracatu, samba e funk.

É uma ambiência sonora eclética para traduzir a memória musical do jovem colecionador de arte. Apaixonado pelo Brasil ele transita pelos os gêneros sem preconceito. Entre “Cultura e Civilização, como canta Gal Costa; “Inclassificável”, como sugere Ney Matogrosso.

Cliente: Rosenbaum Design
Evento: Casa Cor Peru 2009

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07/08/2009 às 13:16
02/09/2009 às 9:31
02/09/2009 às 17:07
04/09/2009 às 10:56
09/09/2009 às 17:51
26/09/2009 às 22:00
15/10/2009 às 4:10
26/02/2010 às 18:56
Seta

baby, pirei!

Seta

VC É MEU IDOLO!!

Seta

está tudo lindo, gente. estou super feliz em ver esse projeto inteligente e belo. coisas assim fazem bem ao coração. beijos enormes.

Seta

tô passada!!!!adotei o site tudo!bjs.

Seta

grudou. essa é a trilha dos dias … memorável jax! beijo do tamanho do brasil ;)

Seta

Pirei nas suas seleções!! No momento,é a lei ,ouço enquanto estou no computador.
Vivi Rio de janeiro.

Seta

Parabéns pelos shsss’s, ao nos inserir no contexto multicolorido!! tudo a ver com toda “latinidade”!!!!

Seta

Bem a tesoura vai. Longe é o nó. Melhor a tesoura volta. Linha partida – colcha de retalho. Parabéns, batucada. Lágrimas e botões – no chão.

Seta

[...] nossa alegria, Jackson Araujo dedicou o post número 1 de seu site, o Shhh.fm, para a trilha sonora INKLASS, criada para o Loft do Jovem Colecionador de Arte. O resto é melhor você ouvir por você mesmo. [...]

Seta

[...] a partir da trilha que o Jackson Araujo fez para a Casa Cor Peru. Tipo show mesmo! Clique aqui para [...]