Hoje é o Dia das Crianças e nada melhor do que comemorar com uma grande festa, como aquelas que movimentaram o clubinho Xingu, nos idos 2002/2004, espaço de criatividade e energia dirigido por Zeca Gerace e Victor Correa, onde tudo era lúdico: da ambientação à maquiagem. Celebremos!
SaÃam de cena os megaDJs e as festinhas passavam a ser comandadas por amigos, amantes de música.
Nesse sentido, no som da casa, eu, Liana Padilha, Luca Lauri, Ricardo Athayde e Camila Kfouri nos revezávamos, convidando ainda outros amigos para tocar junto. Os DJs Corelli e Felipe Venancio também tocaram por lá.
No microfone, cantávamos letras autorais – como as do No Porn, de Liana e Luca, suprassumo da cultura electroxingu – e dublávamos, ampliando o sentido de bagunça despretensiosa.
Era tempo de descobrir e experimentar Colette, Tiga, Kittin, Electroclash, Salton, cajal nos olhos dos meninos, paetês para as massas, bijoux para todos… As camisetas da Theodora, de Rita Wainer eram oficiais.
Sprays de alfazema no ar. No pescoço, gotas de Vettiveru, da Comme des Garçons. Borbulhantes taças que se quebravam no auge da festa. Aleluia! Electroshock!
Os primeiros videos de Rodriguinho Dutra. O Claudinho Magalhães de host. O time jovem de bartenders. As penas de pavão. Os gatos de porcelana.
Renata Bastos e Ebony dramatizando ao som de Avenue D. Lovefoxxx fazendo seus primeiros pockets ao lado de Adriano Cintra e Ricardo Athayde. Tem vÃdeo.
Vic Meirelles celebrando seu aniversário com um caminhão de flores climatizado na porta e convidados VIPs que começavam a descobrir a noite do centro de SP. Sabia que não haveria Baixo Augusta sem o Xingu? Pois é…
Aos que chegaram agora, compartilhamos um poucos daquelas inesquecÃveis noites tropicais.
Falem, Xinguzettes:
“Nada simples, nada pouco. Eu sempre lembro do clima maximalista…†(Liana Padilha)
“O Xingu mudou a minha vida ! Eu era careta e fiquei ‘loucura’”! (Vic Meirelles)
“No Xingu éramos felizes porque éramos livres. Livres pra tomar banho de champagne, pra fazer catwalk em esteira elétrica, pra beijar na boca, pra sambar, pra criar música, pra fazer basfond. Cada noite um delÃrio, inesquecÃvel” (Luca Lauri)
“Todas as noites tÃnhamos a sensaçÄo de que ali estava acontecendo uma coisa única e importante, histórica mesmo, como de fato virou†(Camila Kfouri)
“Foi onde eu aprendi um resignificado para amizade, amor, admiração, orgulho, companheirismo e diversão. Foi o tempo e o lugar onde a frase “nada será como antes” nunca fez tanto sentido. Uma mini aldeia hippie dos anos 00’s à s margens da rua Augusta. O que fica de tudo isso é um suspiro de saudade sem melancolia, os amigos que fiz pra vida inteira e só uma conclusão bem simples: Sorte nossa!” (Rita Wainer)
“Cada noite era única e como se fosse a última! Se tivesse um Studio 54 em 2003/2004 em São Paulo, o clube Xingu era o lugar†(Lu Mazzer)
“DifÃcil falar sobre o Xingu em poucas palavras. Boas lembranças desde o ‘Boa noite Celinha’ até os ótimos momentos em que vÃamos os amigos dançando ‘Age of Aquarius’” (Ricardo Athayde)
“Nunca estive em um lugar onde tudo fosse tão perfeitamente sincronizado; o lugar, a música, as pessoas, a energia… O Xingu era um planeta inteiro em harmonia” (Frank Dezeuxis)
“Era um lugar mágico, com uma mistura de gente interessante e fervida (gays, héteros, famosos, colocados, artistas, jovens, adultos…) com música boa e Zeca e Vitor sempre arrasando no receptivo, servindo champagne pros mais animados da pista. Era sempre uma celebração!” (Sergio Amaral)
“Xingu é vida, sempre” (Eduardo Corelli)
“Champanhe pra todos… Champanhe… Sejam bem-vindos… Arrasa!†(Renata Bastos)
“Essa balada foi a melhor que já existiu. Eu amava, me acaba na pista ao som da sua discotecagem e tacinhas de champagne… Sinto falta mesmo†(Joana Cooper)
Shhh… Sejam bem-vindos!
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Show demais essa seleção!!! Valeu Jackson. Abraço